Transeunte

“Escorrego leviano pelo tempo como uma criança inocente num playground. Imaginando um mundo de diversões e dimensões sem fim, de arredondados cantos coloridos infinitos. Lembrando sempre que passageiro sou eu e que a janela do trenzinho da vida acomoda o melhor lugar para se admirar a aquarela que passa apressadamente lá fora. O tempo voa, feito foguete espacial, mas o único que será passado, já que o tempo não se desfaz, serei eu nesse corpo que carrego e que será um dia esquecido pelo futuro desconhecido. Talvez me torne uma vaga memória na história escrita para jovens, ou nem isso. Não mais que algumas poucas gerações lembrarão do filho, do pai, do avô, com sorte do bisavô. Daquele transeunte na multidão solitária que pensava coisas antigas, ora salgadas e amargas, ora doces feito suspiros. Todas velhinhas, um tanto delas sensatas, outro tanto insanas, mas todas desenhos próprios das experiências assimiladas, algumas modificadas, outras minhas, mas todas da longa e efêmera vida deste desconhecido Eu que são muitos distintos”. (batschauer)

 

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