Um pouco de poesia sem filosofia

N’algum lugar em mim
em um canto que desconheço
há oca solidão
nú silêncio

Voz que cala
alegria que chora
agonia que se arrasta noite a dentro
lentas são as horas.

Olhos cerrados
espremidos e apertados
para encontrar algum sonho
que me leve
para longe dali

Som na rua
cão que ladra
sibilo do vento
o tempo não passa
e a ausência da luz segue
a me açoitar

Não encontro descanso
travesseiro de pedra
nem de um lado
nem do outro
imaginariamente assisto um filme sem fim
balbúrdia no pensamento
confusa razão
tolo sentimento

Um sol
chave do horizontal calabouço
para ressuscitar esse arcabouço desfigurado
e levá-lo para outro mundo de faz de conta
com suposto final feliz

Esperança que qualquer vazio a sabedoria há de preencher
enquanto a sombra de outra noite guarda segredos e lamentos
de uma solidão a dois

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3 respostas em “Um pouco de poesia sem filosofia

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