O lamento do silêncio

Quando me perco de ti

As horas se tornam dias que viram noites que viram dias
O silêncio é barulho ensurdecedor que trás o passado que vira presente
que do futuro se distancia

As cenas de uma vida se repetem

Nas lembranças, constantes, tocam o chato refrão gravado, que ecoam na mente que sente, e se repetem, e se repetem, e se repetem…

Quando me perco de ti

A saudade ganha força no corpo todo que enfraquece
O lamento rodopia feito moscas no vidro aberto e como
atordoadas lembranças que não encontram a saída da mente que voa cega
viram zumbidos de dor que se propagam feito eco
Pulsam feito veia entupida no cerne oco da aflição estática
A distância, que não havia, amplia, amplia, plia, ia
Crescem, nos meus olhos, horizontes conzentos que se perdem
Reverberam lamentos mudos na concha que se fecha
a sussurrar restos de uma vida sem rumo
No silêncio que segue, que segue…

(batschauer)

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Uma resposta em “O lamento do silêncio

  1. Também tenho preferido o silêncio – fechada feito concha.
    Só em silêncio conseguimos ouvir seu som. E o ruído que chega de fora reafirma que “há algo de podre no reino da Dinamarca”.
    Por aqui? Como diz Leminski, “a vida varia/o que valia menos/passa a valer mais/quando desvaria”

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