Razão e Emoção ensinam o Eu Existir

 Ao avaliarmos a enorme importância das emoções, dos sentimentos no desenvolvimento do conhecimento humano, não podemos crer que este foi construído, nem alicerçado, exclusivamente nos processos do sentir. Relegarmos a razão como pano de fundo do existir é desconsiderarmos a coexistência do racional e do emocional na evolução do homem, do eu. Ao analisarmos criteriosamente a razão e sua importância para o entendimento dos sentidos, das emoções, e na formação do raciocínio, podemos compreender sua tarefa de reduzir o potencial negativo dos impulsos emocionais e realçar os benefícios do aprendizado das emoções naturais. O “eu” existente não é apenas uma combinação de estados emocionais e partes orgânicas, mas um conjunto de experiências conexas que atravessam o tempo, que se modificam e se alternam e que hoje chamamos de mente. Mas e o corpo? O saber gera sempre um paradoxo de que os sábios conhecem coisas que nunca os afetaram, que testaram muita coisa mas não esgotaram tudo. Teorias behavoristas, da identidade e funcionalistas buscam luz para a escuridão que insiste esconder a natureza do existir. Todas d’uma imprecisão que requer racionalidade e ao mesmo tempo abertura ao novo, a mudança, a inconstância do existir. Atravessamos perplexos todas as épocas cruzando mistérios de uma mente que combina sentenças, palavras, teorias, equações, história e que singularmente será sempre mutante, embora a razão mantenha coesa a ideia de que corpo e mente não existem separados.

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