reflexão sobre a verdade

Distintas verdades pertencem ao homem, exclusividade pertinentes ao ser humano. Em meio a turbulenta realidade coexistem subjetivas e objetivas verdades. Certamente é importante refletir sobre os conceitos da verdade. Nesse sentido, chegaremos a muitos pensamentos válidos relativos a significação da verdade. Vou saltar a miríade de conceitos filosóficos que nasceram com o sofismo e seguem brotando até nossos dias. Isto feito, entendo a verdade como sendo um conhecimento real, capaz de explicar os porquês, deixando definitivamente a “doxa”, ou seja o conhecimento subjetivo, a opnião comum por assim dizer, para mergulhar na “episteme”, adentrando na ciência e no conhecimento objetivo e teórico. Sobre múltiplas verdades, ou melhor, sobre a sua verdade ser diferente da minha e cada um ter a sua própria, só é válida a afirmativa no campo subjetivo. Explico: Concorcadas comigo que a morte é fato inegável para todos seres vivos? Que um dia o corpo físico deixará de existir e a vida nele cessará? Assim, temos uma verdade comprovada, epistêmica. Agora, se perguntássemos, ainda sobre a morte: Existe vida após a morte do corpo físico, ou seja, existe a alma ou espírito? Então, nesse caso, a verdade passa para o campo subjetivo e assume daí em diante múltiplas facetas. Nesta última pergunta fica claro que todos podemos ter verdades diferentes a esse respeito pois, para essa pergunta, não há resposta precisa, não há conhecimento suficiente capaz de garantir a objetividade. Portanto, podemos assumir muitas concepções imaginativas válidas sobre o assunto. Muitas ideias (verdades) distintas. Reforço, esta é apenas uma opinião e não necessariamente deve ser considerada como “verdade” última.

Logo, certificar-se que tipo de verdade se pretende compartilhar(convencer) e aceitar(defender), se a objetiva episteme (do grego – ciência) ou a subjetiva doxa (do grego – crença comum), pode ajudar-nos a evitar conflitos ideológicos e suavizar a emoção frente a razão. A verdade subjetiva costuma ter pavíl curto e promover discussões duradouras, acometendo temas religiosos, ideológicos sociais, éticos, políticos, entre outras tratativas subjetivas. Quando assumimos posicionamento acerca delas, usualmente nos deixamos levar pela emoção da verdade subjetiva dando como certeira a convicção própria. Convencidos de que a verdade é única e nos pertence, de maneira geral somos conclusivos, fechamos as portas para a razão posiocionar-se e encurtar prolongados, por vezes sangrentos e doloridos, embates em defesa dos princípios filosóficos a cerca do convencimento de uma experiência, um conhecimento, uma verdade própria. Fechamo-nos para o entendimento que a verdade por mais sábia que pareça não pode ser pensada somente a luz da emoção, de crenças individuais, distanciada da cienticificidade e baseadas em suposições que afirmam ser o conhecimento. Oriundas da sistema emocional límbico humano sem a avaliação racional do córtex que sempre está a posteriori, a verdade emocional é, por vezes, arguta e sedutora, mas em geral inconsistente e apoiada em frágeis alicerces. Isto posto, podemos  refletir um pouco sobre a verdade do ponto de vista racional(objetivo/episteme) e emocional(subjetivo/doxa) e a partir daqui buscar aprofundamento do conhecimento sobre a decifrável, porém complexa verdade humana.

(bastchauer)

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