D’outro

De dentro
subliminares mensagens rodopiam feito vento sem direção
na mente, que não mente, incerteza gera motivação
dativas não vestem uma relação
mentiras não escondem olhos sem brilho
repetições desencorajam discursos
movimentos oculares desnudam sentimentos imprecisos

De fora
vemos o que queremos
julgamos sem provas, sem horas, senhoras palavras
donas da sabedoria unilateral, de certezas inconscientes
ditam orações confusas, todas egocêntricas
meninices brincam com a navalha sentimental
ferem a própria carne, ignoram rugas experimentadas
e nada relevam em benefício mútuo
o erro está lá, sempre no outro.

De qualquer lugar
a verdade é ambígua
para cada lado vale
para cada um a certeza de querer o melhor
para todos a dúvida cerca a estabilidade alheia
há alguém que tudo sabe?
creio seguramente que não.
deixe que os sentidos guiem
aceite, resignado, a vida

Siga, inpreciso, sorrindo
d’outro modo
chore, se preciso for.

(batschauer)

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