Com a palavra: O Homem

Com a palavra: O HOMEM.

As vezes, temo as palavras.
Ora rasas, noutras profundas maneiras de comunicar,
de dizer, expressar.
Também, dependem das águas em que navegam,
do mergulhador que imergirá nelas,
do pescador que está a espera da sorte,
do intérprete que fará tudo isso com ou sem a mente aberta
para esse oceano de possibilidades.
Há que se estar sempre "cheio de dedos" quando
a pena está mas mãos. Para não rabiscarmos o papel
com desenhos essencialmente emocionais.
A tinta também precisa da razão.

Amigos são assim mesmo. Dão por dar, amam por amar,
dizem por dizer. Amigos são esses que  nas verdades
fazem o seu bem querer. Homens amigos escrevem o que pensam,
ora pensam o que escrevem, ora escrevem sem pensar.
Escrevem, pois é no papel que ficam gravadas suas histórias,
seus "eus", os dias, momentos, a vida.
Diz um sábio que a palavra é a arma mais perigosa
que o homem já inventou. Concordo. Disseram também que
como a flecha, uma vez lançada, a palavra tem o mesmo
efeito quando atinge seu alvo. Verdade.

Onde, em qual tratado, em que momento os homens se definiram
como homens? A palavra. Eis o começo, lá no passado,
em forma de gestos que os antropianos se faziam entender.
Evoluimos tanto. A palavra modificou nosso mundo de lá,
para cá. De grunhidos a retóricas, dos gritos a música,
das pinturas a poesia. Homens usaram suas flechas para
alimentar-se e suas palavras como armas para garantir
a espécie. O homem, "o personagem", de toda essa história
é apenas um pretenso párticipe de um mundo que nem ele mesmo
sabe pertencer. Mas sempre diferentes das demais espécies,
são eles os bípedes, com neocortex altamente desenvolvido e 
dedos polegares opositores, que inspiraram outros da mesma
espécie a fazer alguma coisa diferente e, a liguagem, 
a palavra, é diferente de tudo o que qualquer outra criatura 
terrestre esta capacitada a fazer . 

Mas... a palavra diz ao homem que é fonte de própria
inspiração e, ao mesmo tempo, da própria frustração.
Escreve o bem e também o mal.  

O bem

Gratuito é inspirar-se no homem, assim é a amizade,
assim são sentimentos diversos. Atiramos nossas flechas
e nossas palavras esperando um efeito pós,
uma boa refeição, um inimigo abatido, um branido de guerra,
um desabafo, uma palavra, um resultado qualquer,
fazemos "apostas".  

O Mal

Criativa é a mente que se permite imaginar o inimaginável.
Deduzir coisas que mentes alheias possam pensar.
Concluir sem certeza. Também crer que suas próprias criações
seja tomadas como verdades absolutas. 

Sim, Nietszche dizia: "humanos, somos demasiado humanos.
Verdade. O que ele, homem da razão, não escreveu,
não discursou, não alardeou em sua filosofia é que:
homens também "brincam" com as palavras. Cabendo apenas
aos receptores, os pescadores, os mergulhadores,
o próprio homem, saber positivar a informação que recebe
em suas formas. Letras e tintas. Positivar a palavra
convergindo-a para o estado de respeito consigo mesmo,
para com os seus semelhantes, para com o homem.

(batschauer) 

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