Ficções que curam

Para as pessoas que gostam do tema psicologia James Hillman, um psicólogo junguiano, propõe nessa obra uma releitura sobre a prática terapeutica na busca da cura dos problemas relacionados a história (ficção ou não) do paciente.

Após analisar as práticas de autores consagrados como Freud, Jung e Adler o autor propõe uma revisão histórico pessoal e ficcional dos pacientes. Acredita que a cura é possível quando se alcança a compreenção das ficções criadas pelos pacientes e nas quais eles acreditam estarem inseridos de forma real.

Transcrevo um pequeno trecho onde o autor se apóia nos pensamentos de Adler:

“O que fazemos com o sentido de imperfeição? Como vivê-lo? Se existe uma inferioridade primária em cada um de nós e ainda assim a busca humana básica é pela perfeição, como podemos reconhecer nossa pequenez e  os elevar às alturas? Não é esta a cura que procuramos: ser liberados daquela maldição dupla em nosso mito ocidental – a visão do espírito da perfeição  e a limitação fundamental da matéria, duas ficções arquetípicas que determinam até mesmo os dois sentidos de um “querer”, necessidade motriz e o vazio da falta? E mais ainda: qual a conexão entre o lugar da ficção na cura que procuramos e o lugar da psique entre as perfeições do espírito e as limitações da matéria?…duplicidade humana, inferioridade, perfeição, ficção –  como construtos básicos para a metáfora da natureza humana”.

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