Lord Auch, ou melhor, Georges Bataille em

A História do Olho, quase surreal, narra a excêntricidade sexual dos personagens principais. Não distante do Marquês de Sade, George Bataille cria um ambiente de sodomia, de relativa perversidade e prazer.

O limite entre a razão e a emoção, entre o certo e o errado, entre o natural e o bizarro são testados pelos personagens que vivem tórridos desejos narrados com objetividade, cuidado e realismo. A filosofia esta nas entrelinhas e na compreesão das ações e seus objetos, das atitudes e seus resultados, advém não apenas de uma análise do contexto vivenciado por cada envolvido na trama, mas por uma psicologia humana devastada pela miséria das relações  ascendentes e descendentes vividas.

Não estou seguro em recomendar Lord Auch como leitura de cabeceira, mas para quem tiver estômago e capacidade de transcender a morbidade sádica dos personagens e tirar proveito da moral dessa história, será, sem dúvida, uma aventura despudorada na psicanálise.

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