Ecce Homo. Eis o homem.

Escreveu, ele mesmo, a melhor obra para compreender suas obras. Nietzsche conclui sua autobiografia aos quarenta e quatro anos, pouco antes dos problemas de saúde se agravarem. Pode-se dizer dessa obra que foi escrita já no limite da razão e da loucura desse pensandor alemão.

Talvez o mais brilhante e maior influenciador do pensamento moderno, trouxe a tona as questões humanas em sua raiz. Desnudou o homem e seus medos, suas necessidades e comportamento. Desenhou um super-homem e desdenhou toda e qualquer forma de adoração a divindades.

Ecce Homo revela um Nietzsche antipático e cansado da arrogância alemã da época. Discorre sobre seu egocentrismo sem mea culpa, sem medo de declarar sua genialidade. Esse, de origem alemã, um tanto polonês de coração e outro tanto judeu por escolha, não economiza a verdade sobre os fatos e revela-se o anticristo, ou ainda, noutra obra o principal personagem do livro “Assim Falou Zaratustra”.

“O grande poeta bebe apenas de sua própria realidade – a ponto de no fim nem suportar mais sua obra…” (F. Nietszche)

Não poupa críticas aos seus conterrâneos, nem aos pensadores europeus da escola alemã. Virtualiza e admira o comportamento da arte, do pensamento e ousadia francês e nem Shakespeare escapa a sua lança e a dura avaliação, considerando-o um bufão. Diz:

“Não é a dúvida, é a certeza que enlouquece…Mas para isso a gente tem de ser profundo, tem de ser abismo, tem de ser filósofo para sentir assim. Nós todos temos medo da verdade…” (F. Nietszche)

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