O Anticristo

“A esperança intensa é um estimulante da vida muito mais forte do que qualquer felicidade isolada que realmente se concretize. É preciso manter os sofredores em pé mediante uma esperança que não possa ser contradita por nenhuma realidade – que não seja eliminada mediante uma realização: uma esperança no além”. (Friedrich Nietzche)

Nesta obra o filósofo alemão fortemente influenciado por Arthur Schoepenhauer (1788-1860) defere duras críticas ao pensamento cristão, sobretudo, os próprios seguidores do Cristianismo. Repudia a aceitação covarde e ignorante dos homens as virtudes religisosas criadas pelo próprio homem e dissiminada entre todos como fé, amor e esperança. As únicas fontes salvadoras da humanidade. Diante dessa esperteza cristã de controle sobre os homens Friedrich destaca:

“O amor é o estado em que o Homem mais vê coisas como elas não são. Nele, a força ilusória se encontra em seu máximo, assim como a força dulcificante, transfiguradora. No amor suporta-se mais do que o normal, tolera-se tudo”. (Friedrich Nietzche)

Afirmativas como estas oferecem ao leitor um exercício filosófico. Indagar pelas razões os porquês de interpretações oferecidas como verdades absolutas, algo fundamental numa época em que o “mercado” de crenças religiosas experimenta novas expansões todos os dias.

Deixo, como pecador que sou segundo a Igreja onde fui involuntariamente batizado, a sugestão de leitura importante na formação de uma opinião sobre tão polêmico tema. A religião como fonte do saber supremo e origem da humanidade.

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