Então Luiz?

E agora onde está o discurso bem orado e cheio de dedos apontando na direção da moral?
Já ouvi tantas palavras voiceferadas sob a luz da ética, dos bons costumes.
Li textos de um defensor dos ideais públicos. “O cara” contra as mazelas dos endinheirados. Uma coluna diária se diz defensora do que é justo.
Talvez falte-me a noção ideal do termo justiça e, por isso, compreender a ausência dos dizeres de um “Índio Velho”. Certamente não tenho conhecimento suficiente para traduzir tão complexo termo. De fato, não tenho. A propósito, ninguém o tem. Exceto Ele, e somente para quem Ele existe.
Mas nesta terra onde vivem os homens não há com exatidão o limite do respeito ao próximo. Muito se fala, se julga. Pouco se faz quando, sobre si, pesa a responsabilidade da verdade.
No teu canal não ouvi palavras defendendo uma família moralmente dilacerada. Nem sequer nota intolerante sobre uma adoslecente vítima da sua inocência. Nenhuma palavra dita aos covardes “aborrecentes” (me perdoem o trocadilho) algozes da “colega”.
Onde anda a voz que alardeia moral, descência e dignidade? Calou-se? Curvou-se diante do fantasma do desemprego? Entrou na zona de conforto? Silenciou diante dos seus próprios demônios?
Talvez as cifras ou siglas maiúsculas sejam mesmo as forças ocultas. A habitual hipérbole textual e discursiva escondeu-se em outros cantos, apoiou-se em outros fatos, de outras vidas, sobre outros Brunos, Macarrões e Elisas. Perdeu a fé na verdade e amoitou-se na sombra do silêncio. Debaixo da copa silenciosa da hipocrisia.
Aquele homem, que diz que é homem, que se diz humano. Usa traje engomado, terno socado, faz tipo intelectual, justiceiro da moral. Apropria-se da verdade como se fosse sempre sua, mas só o que faz é sustentar sua ironias.
“Mãs báh tchê! Tu te calas quando devias orgulhar tua origem. Dos valentes e honrados homens”! Esperava ouvir-te, a exemplo do conterrâneo Dunga, aos gritos na “telinha” depois do “plim-plim”. Dunga pouco se importou com os reclames, com os reclamantes e companhia (i)Ltda. Queria ver-te declamando e gesticulando calorosas falas, com caras e bocas, ofertando explícitos valores sociais. Ler-te fiel aos princípios da boa educação ditos sem entrelinhas, sem distinção omissa.
Onde tal voz, quase sempre arrogante, perdeu o tom? Não soube de nada? Não quiz saber? Ou pior, não pode dizer?
Perdoe meu dito mal escrito. Acho que é mesmo um desabafo por tantos discursos patéticos já ouvidos. És, para mim, sem dúvida, previsível, obvio e sem brilho.
Esperar mais seria acreditar no impossível. A palavra como a arma na mão. A bala da justiça. O dedo trêmulo da impunidade não aperta o gatilho. E agora, mira na própria cabeça.
Não atiras e por isso és covarde?
Meu caro, melhor mesmo quando é com os outros e não com o próprio filho.
Por isso é fina a língua da serpente. Para não ferir-se nas próprias presas, não envenar-se com a própria saliva. No mundo dos homens todo aquele que cala a verdade é cúmplice e culpado.
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