Acho que não sou um poste?

Numa dessas pausas para um café com leitura, ao folhar um jornal local deparei, no caderno “Política”, com o seguinte título: “Dilma não aceita ser comparada a poste”.

Um título, no mínimo, inusitado. Primeiro por referenciar aquela Sra. vermelhista, a Dilma que pleiteia o cargo maior da Nação canarinho. Segundo, porque ao ler tal notícia esbarrei numa palavra perigosa do ponto de vista de quem pretende defender a pátria amada, idolatrada, salve, salve! Uma não! Duas vezes!

Além da comparação com um encosto iluminado pela vermelhidão de Inácio, pouca representatividade teria tal opinião diante das necessidades que urgem em todo o território neste momento.  Porém, lá estava, destacado em negrito: “Acho que ter o apoio do Lula não me faz um poste”.

Talvez eu não tenha transcrito ipisis litteris o que estava no Jornal, mas era esse o sentido do infeliz dito. Ou melhor, do inpreciso “acho que”.

Bom, diante dessa declaração que mereceu destaque e de um título tão, tão, digamos, curioso, acabei interessado pelo desfecho.

Ah! Esclareço, antes de concluir meu comentário, que não tenho partido político, que sou neutro e que voto por simpatia, por coerência e histórico do candidato. Afirmo que não preferiro “esse” ou “aquele”, pois é muito cedo para decidir. Garanto pois, nesse caso, não “achar nada”.Mas sim, ter convicção que meu voto será escolhido por acretidar em promessas e discursos bem sustentados.

Sigo então. Confuso, foi como me senti com tais declarações.
Ressalvo, descritas por jornalista que não assinou a matéria, muito embora tenha sido publicado num tablóide de grande respeito estadual e, porque não dizer, nacional. Este fato deve ser relevado, sem sombra dúvida.

Sem mais rodeios, destaco abaixo as duas declarações que, permitam-me dizer, são pecadoras do ponto de vista de quem anseia um cargo público de tamanha grandeza:

1 –  “Acho que ter o apoio do Lula não me faz um poste”. (Dilma Roussef)

2 –  “Acho que o governo não pode negociar com o crime organizado”. (Dilma Roussef)

Enquanto bacharel do curso de Direito, lembro com clareza o ensinamento de um mestre que, ao avaliar uma apresentação de conclusão de curso de um dos colegas, reprovou-o pelo o uso do termo: “acho”. Naquela época, não entendi direito o motivo de tamanha retaliação. Um trabalho que “achavamos todos” estar próximo da perfeição, não fosse pelo fato do colega insistir em defendê-lo com o mesmo achismo. “Eu acho que…”.

Concluiu o Mestre: “Ilmo. Sr. Fulano, quando apresentar-se diante de fatos jurídicos, defendendo ou acusando, jamais poderá o Sr. proferir, à um tribunal e uma sociedade, que, o que defendes, como instrumento legal, é parte de um achismo. É parte de algo que você, defensor ou inquisitor, supõe, “acha que”. Fará, meu jovem, papel de aprendiz! Não que tenhamos nascidos prontos, longe disso. Entretanto, nós, homens do Direito, desejosos pela justiça, não podemos nos apresentar inseguros e incapazes de defender um pensamento próprio, uma idéia, um fato. Para isso dispomos das provas e de todos os meios para alcançar a verdade. Guarde para sua vida causídica a seguinte máxima: – Quem acha, não tem certeza. Parece-nos, a primeira vista, óbvio demais. Mas é este óbvio que geralmente vence uma guerra ou então, aniquila um exército”.

Concluo então que: se Dilma acha, Dilma não tem certeza. Logo, Dilma pode sim, ser um poste. Assim como o Governo também pode negociar com o crime organizado. Alguma novidade?

Dilma, vermelhista, achas mesmo ou terás certeza quando em tuas mãos nosso destino sócio-econômico chegar? Trarás novidades ou suposições? Responda para todos nós, brasileiros “achistas” por natureza, que não governarás com os mesmos achismos, se a sorte lhe cair no colo. Que alçaremos em suas asas o vôo firme na direção  do Olímpo!

(batschauer)

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