O vento sussurrou baixinho
mas ao invés de escutá-lo
foi do suave abraço
que entendi sei murmurinho
Vem lá do mar
de tão longe que nem vejo
vem deslizando e fazendo onda
traz na brisa o seu cheiro
Então, respiro fundo
E fecho os olhos para sentir
O gosto do seu perfume
Fico a imaginar o seu mundo
Lembrar-me do rosto
Da tez do seu toque
A verdade daquele beijo
Daquele adeus sem ter partido
Onde flutuas, costumo vagar
Como som que se espalha
Do vento que me talha
Sopras dizeres distantes
Que recebo como o hálito quente
O ruido silencioso do seu corpo no meu
Invandindo meus ouvidos
remexendo meus sentidos
Que agora, nesse exato instante
Me faz sorrir do malicioso instinto
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2 comentários
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outubro 22, 2011 às 6:15 pm
Marlene
E o vento nos traz mensagens,
sinais,
em cheiros, sussurros,
suaves falas,
subliminares,
tatuadas
como este abraço, daqui!
março 26, 2012 às 6:43 pm
Fernanda Argoud
Amei este poema, Marcelo… muito romântico, sensual, apaixonado!
Abração,
Fernanda.